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Especial David Wilkerson

28/04/2011

Ontem, em um acidente de carro no Texas, o Rev. David Wilkerson foi chamado a glória, para se encontrar com o seu Senhor. Melhor do que escrever sobre ele é exibir alguns dos seus frutos. Nos vídeos que seguem temos vidas transformadas e a sua paixão por Cristo manifestas em suas pregações.

O Filme “A Cruz e o Punhal” que mostra, a contragosto do Pastor, avesso a fama, como começou seu ministério entre gangsters em Nova York, e a conversão do líder de gangue Nicky Cruz. O impacto foi tão grande que além de livro, virou filme.

http://www.gloria.tv/media/102285/embed/true

O Testemunho de Nicky sobre sua conversão.

Um documentário com o testemunho de Wilkerson sobre seu chamado ministerial.

O zelo de Wilkerson e pela pureza das igrejas e pela verdadeira vida Cristã. 

Wilkerson denuncia e chora diante das supostas “manifestações espirituais” dos nosso dias. 

Mais pode ser encontrado no site Voltemos ao Evangelho.

Carta aberta a Marco Feliciano

02/04/2011

Prezado Deputado Marco Feliciano,

É com grande preocupação que nós, cristãos comprometidos com o Evangelho de Cristo Jesus e os valores da Reforma Protestante, vemos as suas declarações referentes aos negros africanos e o homossexualismo. Ao se definir como pastor evangélico, o senhor assumiu o compromisso de defender as verdades do Evangelho, conforme ensinado por Cristo Jesus e seus apóstolos, no Novo Testamento. No entanto, seus pontos de vista não condizem com a Verdade que o senhor afirma defender.

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos qualquer ensino que associe a maldição lançada a Canaã com o povo africano. Em Gênesis 9:24-27, vemos que a maldição é lançada apenas sobre Canaã, e não sobre os demais filhos de Cam e que ela consistiria na servidão aos filhos de Sem e de Jafé, o que acontece quando o povo de Israel conquista as cidades cananeias por meio de Josué. A exegese de Gênesis 10:16-19 mostra que os cananeus habitaram o Oriente Médio e não a África. Além disso, a leitura do Antigo e do Novo Testamento mostra que os cananeus se misturaram com os judeus e que o próprio Senhor Jesus Cristo é descendente da cananeia Raabe (Mateus 1:5).

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos a sua declaração de que “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição”. Ao contrário, reafirmamos o ensino da depravação total, ensinado por Paulo em Romanos 3:9-18, que mostra que todos os homens, independente de sua opção ou comportamento sexual, são injustos, inúteis, cheios de amargura e prontos a fazer o mal, andando em caminhos de destruição e miséria. Não são os sentimentos homoafetivos, mas sim a nossa morte espiritual e amor pelo pecado (Efésios 2:1-3) que nos tornam praticantes do ódio, do crime e da rejeição.

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, reafirmamos ao senhor e à sociedade que o ensino bíblico é o de que todos os homens, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social, estão todos, sem distinção, debaixo da ira de Deus porque todos nós pecamos (Romanos 3:23), sendo por isso, dignos de morte (Romanos 6:23). E é com uma ênfase ainda maior que nos lembramos de que Cristo Jesus se fez maldito no lugar de todo ser humano que, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social (Gálatas 3:13), se volta para Ele, arrepende-se de seus pecados, crê em Sua ressurreição, confessa a Sua divindade e invoca o Seu nome (Romanos 10:9-12). Esse é o verdadeiro Evangelho!

Não aceitaremos mais que a mais bela verdade já ensinada aos homens seja manchada e distorcida publicamente por quem deveria defendê-la. E, por isso, protestamos contra seus posicionamentos e o exortamos, em nome de Jesus Cristo, a arrepender-se deste pecado.

Cristãos Juntos Pelo Evangelho

O ‘Deus de Jesus’ e as Catástrofes

12/03/2011

Um apelo recorrente dos adeptos e simpatizantes da teologia relacional (teísmo aberto do terceiro mundo) é o de preferir o Deus demonstrado por Jesus e não o dos religiosos. Religiosos para estes são em especial calvinistas e arminianos que concordam com a bíblia sobre o controle de Deus na natureza criada, inclusive sua presciência e ação determinativa mesmo em calamidades naturais.

O que tentarei demonstrar é o quanto esse apelo contradiz suas reivindicações. Primeiro por que existe uma tentativa forçada de fazer Jesus, seu ensino, e aquilo que os evangelhos descrevem dele como separados das outras porções das Escrituras. E segundo que o Deus apresentado nesse sistema de pensamento é esquizofrênico ou outro deus, que contradiz não apenas o Deus da Bíblia como um todo, mas o próprio Jesus. Esta dupla distinção, de Jesus das Escrituras, e de Jesus do Deus do Antigo Testamento, é usada em oposição aquilo que essas pessoas consideram cruel ou desamoroso da parte de Deus com relação ao seu controle e soberania. Um ponto parentético curioso seria de que a omissão de Deus e o seu desgoverno sobre sua criação não parecem torná-lo mais amoroso em hipótese alguma.

Um fato histórico já é constrangedor o suficiente para qualquer apelo a Jesus e ao seu ensino em contraposição de outras partes das Escrituras: há escritos apostólicos quem antecedem as narrativas de Jesus nos evangelhos. O fato evidente é que em suas cartas Paulo já reivindica a veracidade do seu evangelho (Gl 1.11,12) e de ter sido ele também uma testemunha ocular de Cristo (1 Co 9.1). Logo, podemos, assim como os crentes primitivos, aceitar seu testemunho e doutrina como palavra de Deus, e não de homens (1 Ts 2.13), confiando que através de sua pregação Cristo era tudo em todos (Cl 3.11) e que não havia outro fundamento em seu ministério senão o de pregar a “Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Qualquer rejeição de tal autoridade já é suficiente para desclassificar qualquer reivindicação do título de cristão. De fato os escritos apostólicos e o Novo Testamento são o ensino de Cristo.

Também nas afirmações de Cristo e sua relação com o Antigo Testamento as coisas ficam estreitas e problemáticas para qualquer tentativa de fazer uma cisão e colocar em oposição o Deus de Jesus ao Deus das Escrituras. Ao contrário do que querem muitos evangélicos em geral pensar e ensinar, Jesus nunca disse que seu ensino era algum rompimento com aquilo que havia na Lei e nos profetas, antes vemos Cristo afirmando ser o cumprimento pleno do que havia sido predito. A análise de suas palavras quando confrontando a posição hipócrita dos fariseus esclarece muita coisa. A posição de Jesus em apelar para o texto das Escrituras é freqüente, seja para demonstrar o erro ou o cumprimento de alguma profecia:

“Ainda não leste esta Escritura…?” (Mc 12.10); “Nunca lestes nas Escrituras…?” (Mt 21.42); “..vocês nunca leram..?” (Mt 21.16); “Bem profetizou o profeta Isaías a respeito de vós…” (Mc 7.6); “… isto é para que as Escrituras se cumpram” (Mc 14.49). “Examinai as escrituras… são elas que de mim testificam” (Jo 5.39); “Se vocês cressem em Moisés creriam em mim…” (Jo 5.46); “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras…” (Lc 24.27); “… convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” (Lc 24.44); “Não leste o que fez Davi?… Não lestes na lei?… Mas se vós soubésseis o que significa…” (Mt 12.3-7).

O Senhor Jesus enfatiza que o testemunho da Escritura é o testemunho dele mesmo. Crendo no testemunho de Cristo é impossível contrariar ou negligenciar alguma parte da Lei, dos Salmos, dos profetas, dos escritos apostólicos… A visão de João em Apocalipse é ainda mais clara:

E estava vestido de uma veste tingida em sangue; e o nome pelo qual se chama é A Palavra de Deus (Ap 19.13).

E em busca de algum escape daquilo que testemunham as Escrituras sobre a soberania e o domínio do Senhor, o apelo ao ‘Deus de Jesus’ é na verdade uma contradição óbvia. Ele é o Senhor dos céus e da terra e faz o que lhe apraz (Sl 115.3; Is 46.10). Ele é quem dá e tira a vida (Dt 32.39). Ele não apenas criou, mas sustenta tudo por meio de sua palavra poderosa (Hb 1.3). Nele tudo subsiste (Cl 1.17). Ele é a Palavra que estava com Deus e era Deus desde o princípio (Jo 1.1).

Poderia algo acontecer fora de seu domínio? Não seria o ‘Deus de Jesus’ a quem esses sujeitos apelam uma negação do próprio Senhor? Parece que alguns adeptos desse socinianismo deísta pós-moderno estão ocupados demais fazendo exegese de catástrofes e apelos emocionais no Twitter para se importarem com a pessoa, o ensino e a obra de Cristo.

Pelágio e o Livre-Arbítrio – Gordon Clark

18/01/2011

Pelágio, um monge britânico de aproximadamente 400 d.C, de todos os escritores professamente cristãos antes do século vinte, patrocinou as teorias mais extremas e mais anti-bíblicas de regeneração e conversão. Agora, uma teoria aberrante de regeneração logicamente afeta a descrição da graça, da expiação e de todas outras doutrinas. Assim, Pelágio afirmou o livre-arbítrio e negou a depravação. A idéia de arrependimento deve ser alterada também, e assim, também a da santificação. Não somente um princípio errado afeta logicamente o corpo todo da teologia procedente dele, mas, além disso, há efeitos históricos. Agostinho, em sua defesa da graça, preveniu a igreja ocidental de se tornar inteiramente Pelagiana, mas, todavia, ela se tornou semi-Pelagiana. Então, em tempos modernos Armínio retornou, talvez mais do que ele mesmo percebeu, do Calvinismo Reformado para o semi-Pelagianismo de Roma. Por conseguinte, Pelágio ainda influencia a teologia hoje.

A teologia da Reforma sustenta que Adão foi criado positivamente justo. Não somente Gênesis 1:27 claramente implica isso, mas Efésios 4:24 e Colossenses 3:10 repetem a mesma coisa. Isto torna a queda de Adão difícil de ser entendida. Como um homem criado justo poderia ser tentado, para não mencionar sucumbir a tal tentação? Alguns teólogos simplesmente dizem que Adão foi criado justo, mas mutável. Isto é um argumento circular. Como alguém perfeitamente justo, e, portanto sem desejos maus, pode ser mutável quanto ao pecado? Muitos teólogos evitam o problema. H.B. Smith conclui que ele é insolúvel. A.H. Strong (Systematic Theology, Vol. II, pp. 585 ss.), descreve brevemente uma dezena de tentativas, mas ele mesmo não oferece nenhuma explicação. Parece-me que o supralapsarianismo é a única resposta. De outra forma, a pessoa deve se contentar em dizer meramente que a solução do Romanismo é ainda pior do que aquela dos teólogos mencionados. O Romanismo sustenta que o homem foi criado moralmente neutro, mas então Deus deu a Adão um dom extra de justiça. Isto dificilmente torna o pecado mais compreensível. Quer a justiça fosse original ou um dom posterior, isso não influência a questão. O paradoxo é como um ser perfeitamente justo poderia pecar. O mesmo problema ocorre com o pecado inicial dos anjos agora caídos. Pelágio simplesmente sustentava que Adão foi criado moralmente neutro: ut sine virtute, ita sine vítío, isto é, nem virtuoso, nem pecaminoso. Seu corpo era mortal, e a morte física não era e não é um castigo para o pecado.Visto que Adão não tinha nenhuma justiça original para o refrear, Pelágio facilmente explica o pecado sobre a base do livre-arbítrio.

Visto que esta visão concebe o pecado como nada mais do que uma transgressão voluntária da lei, o pecado de Adão não poderia em si mesmo prejudicar sua posterioridade; nem afetar o livre-arbítrio deles – naturalmente, pois um livre-arbítrio é algo que não pode ser afetado. Portanto, ao nascer todo infante está no mesmo estado que Adão estava na criação. Não há nenhum pecado original ou corrupção inerente. Juliano, um discípulo de Pelágio, escreveu: “Nada no homem é pecado, se nada se originar de sua própria volição ou assentimento… Ninguém é naturalmente mau”. Sobre esta visão, o pecado não pode ser herdado, e para nós Adão é apenas um mau exemplo.

Após ter ensinado milhares de estudantes durante um período de sessenta anos, estou ciente, não somente de uma falta de informação histórica da parte deles, mas, pior ainda, de um desinteresse pela história. Muitos destes estudantes retêm este desinteresse durante o restante de suas vidas. Portanto, se eles são membros de igreja, eles não gostam de sermões que explicam as visões de teólogos antiquados. O que eles falham em observar é que estas visões antiquadas são muito modernas. Com dificilmente uma exceção, as seitas repetem as antigas heresias.

Uma das proposições básicas de Pelágio, repetida em tempos modernos por Immanuel Kant, era que a “capacidade limita a obrigação”. O homem deve ter capacidade plenária de fazer tudo o que Deus pode requerer justamente dele. Se Deus ordena “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento”, então todo homem tem capacidade completa para obedecer ao mandamento perfeitamente. O homem tem livre-arbítrio. Esta teoria de capacidade plenária não somente foi adotada por Immanuel Kant e muitos pensadores seculares; ela foi também a base das doutrinas da perfeição impecável de John Wesley. Nem Deus nem o pecado podem limitar o livre-arbítrio.O pecado importuno da teologia falsa, se ele professa ser de alguma forma cristã, é a substituição de definições bíblicas por definições incorretas. Neste caso, um exemplo importante é o termo pecado. Uma pessoa deve guardar em mente constantemente que pecado, para Pelágio, não é “qualquer falta de conformidade a”, mas somente a “transgressão [voluntária] da lei de Deus”. As crianças não nascem em iniqüidade; elas permanecem inocentes até que voluntariamente desobedeçam a uma lei divina. Elas não são culpadas do pecado de Adão; nem são os adultos. Adão não é o nosso cabeça federal, nem pode Deus imputar o pecado ou a justiça a alguém, exceto ao agente voluntário individual. Cada um deve passar por sua própria provação, assim como o neo-ortodoxo diz que Deus seria o “autor do pecado”, a menos que um homem seja condenado ou justificado somente sobre a base de sua conduta individual.

Agostinho fez uma réplica esmagadora: Por que, então, a Igreja batiza os infantes? Na verdade, Pelágio respondeu esta pergunta dizendo que os infantes eram batizados para lavar os seus futuros pecados; mas a pergunta de Agostinho teve os seus efeitos, pois a resposta de Pelágio era claramente contrária à visão sustentada por toda a Igreja.

De qualquer forma, Pelágio admitiu que a maioria, se não todos os adultos pecavam. O que, então, devia ser feito? Primeiro, o batismo, como já relatado, limpa um homem dos seus pecados. Mas, segundo, o homem deve se “arrepender” e decidir guardar a lei de Deus perfeitamente. Que é possível guardar a lei perfeitamente é evidente a partir do fato de que os pecados passados, as transgressões voluntárias passadas, não puderam restringir um livre-arbítrio. Então, terceiro, Deus não ordena o impossível. A capacidade limita a responsabilidade. 0 arrependimento é, portanto, uma decisão de nunca pecar novamente. Não somente Pelágio deixa um lugar para o arrependimento; ele pode até mesmo falar de graça – ele pode chamar a graça de favor imerecido; mas o favor não é a ação irresistível do Espírito sobre as nossas mentes e vontades. Para Pelágio “graça” consiste de (1) a liberdade natural da vontade; (2) a revelação da lei de Deus; e (3) a remissão dos pecados pelo batismo.
Assim, todos os homens podem viver sem pecar, e muitos que conhecem a revelação de Deus o fazem.

Agostinho atacou vigorosamente o Pelagianismo; mas sua vitória não foi completa nem duradoura. No quinto século o Pelagianismo ou um semi-Pelagianismo inconsistente se espalhou por todo o sul da França. Este foi combatido por um decreto do Concilio de Orange do século sexto – que será citado após observarmos que por volta do século nove o Calvinismo tinha somente a fraca voz do mártir Gortschalk. O decreto declara:

Se alguém disser que a graça de Deus pode ser conferida como resultado da oração humana, mas que não é a própria graça que nos faz orar a Deus, contradiz o profeta Isaías, ou o Apóstolo que diz a mesma coisa: “Fui achado pelos que não me buscavam. Fui manifestado aos que por mim não perguntavam” (Romanos 10:20, citando Isaías 65:1).

Se alguém mantém que Deus espera uma disposição em nós para nos limpar do pecado, mas não confessa que até mesmo a nossa disposição para sermos limpos do pecado é operada em nós através da infusão e operação do Espírito Santo, resiste ao próprio Espírito Santo, que diz através de Salomão, “A vontade é preparada pelo Senhor” (Provérbios 8:35, LXX), e a palavra salutar do Apóstolo: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade ” (Filipenses 2:13).

Esta é uma declaração excelente da posição calvinista e mostra que a doutrina bíblica ainda era professada por uma boa porção da igreja visível. Deus não espera uma disposição por parte do pecador antes de limpá-lo do seu pecado. A vontade não é livre, pois Deus opera em nós “tanto o querer” como também “o realizar”. Mas este evangelho puro em breve seria obscurecido na noite da superstição.

Introdução   do   livro   Sanctification,   Gordon   H.   Clark,   Trinity Foundation, p. 9-13.

Fonte original: JosemarBessa.com

Entrevista com Dr. Gary Crampton (Do pedobatismo ao credobatismo) [4/4]

15/01/2011

P8: A posição Batista Reformada repudia a Teologia do Pacto? Por favor, explique.

R8: É verdade que alguns pedobatistas alegam de que a posição Batista Reformada sobre o batismo infantil nega a teologia do pacto. Mas isso é um equívoco sobre o ensino da igreja Batista Reformada. O sétimo capítulo da Confissão Batista de Londres 1689, que é intitulado “Da Aliança de Deus”, refuta essa falsa alegação. Como James Renihan explicou, batistas reformados crêem que “a estrutura da Escritura é definida propriamente por… teologia do pacto,” e “compreender este fato é compreender a arquitetura central de toda a Bíblia.” Por esta razão, “batistas reformados confessionais são… abertamente adeptos da teologia do pacto.” Mais ainda, os batistas reformados acreditam que uma compreensão adequada da teologia do pacto demanda o batismo de discípulos ou confessional, porque ele faz justiça a ambos, a continuidade e a descontinuidade do pacto.

P9: Como você responde a isso: “A inclusão de infantes no Pacto da Graça é a essência do Pacto da Graça”? (Estou pensando especificamente no fato de que os Padrões de Westminster ensinam que o Pacto da Graça foi revelado pela primeira vez em Gen. 3).

R9: Declarar que a inclusão infantil no Pacto da Graça é a essência do Pacto da Graça é uma afirmação errônea. A razão é que, como alegado pelo Catecismo Maior de Westminster, o Pacto da Graça é com os eleitos. Portanto, aderir que infantes sejam incluídos no Pacto da Graça implicaria na crença da doutrina da “eleição presumida”, uma presunção que é sem a autorização bíblica. Eu lido com este assunto em meu livro.

 

Fonte original: Part VI: Interview with Dr. Crampton (from paedobaptism to credobaptism) – Midwest Center for Theological Studies
Tradução livre: Luis Henrique de Paula.

O Espírito do Avivamento – R.C. Sproul [2/6]

14/01/2011

Parte um

O Contexto Cultural

Vivemos no outro lado de um divisor de águas na história americana. Nossa nação passou por duas poderosas revoluções desde que Edwards escreveu seu tratado. A primeira revolução foi a que rendeu a fundação dos Estados Unidos em uma república independente. Edwards trabalhou antes da Guerra da Revolução que ganhou a independência das colônias americanas da coroa britânica.

No século XVIII o mundo ocidental testemunhou duas grandes revoluções, a Revolução Americana e a Revolução Francesa. As duas têm sido muitas vezes comparadas e contrastadas pelos historiadores. A principal diferença entre as duas pode ser vista na raiz das causas dos conflitos.

No caso da Revolução Francesa o objetivo dos revolucionários era trazer uma mudança radical à cultura francesa, incluindo as instituições políticas, costumes, usos e ethos da velha ordem. Em certo sentido, foi uma revolta contra o status quo e as tradições profundamente enraizadas. O conflito foi um profundo derramamento de sangue acompanhado por um reinado de terror.

Em contraste, a Revolução Americana não foi travada para derrubar ou destruir a velha ordem, mas para preservá-la. Os colonos resistiram alterações introduzidas pelo Parlamento, que ameaçava o estabelecido modo de vida americano.

Às vezes tendemos a esquecer que a América não começou como uma nação no final do século XVIII. Os colonos começaram a tarefa de colonização da América, nos primeiros anos do século XVII, com o assentamento de Jamestown em 1607, e a resolução de Massachusetts em 1620. Nós tendemos a esquecer que entre 1607 e a inauguração de George Washington, mais de 175 anos se passaram, tempo apenas um pouco menor do que ocorreu entre George Washington e William Jefferson Clinton. Temos a tendência ver como um telescópio nossa história, na medida em que vemos Miles Standish e Thomas Jefferson como contemporâneos virtuais.

O ponto é que, o tempo decorrido entre o início da América colonial e da guerra revolucionária foi tempo suficiente para estabelecer um modo de vida americano, com suas próprias tradições, costumes, modos e ethos culturais. Estes elementos não foram de repente e dramaticamente derrubados pela Revolução Americana. De fato, como é o caso de todos os costumes culturais, eles foram expostos a mudanças graduais e adaptações, mas sem uma derrubada radical até a Segunda Revolução Americana.

Quando falo de Segunda Revolução Americana estou pensando na revolução cultural que ocorreu na década dos anos sessenta e setenta. Esta revolução foi muito mais drástica em suas consequências para a vida americana do que foi a primeira revolução. Ela inaugurou uma nova ordem que deixou nossa cultura presa em uma guerra cultural em curso que tinha uma nação dividida e fragmentada sobre questões de moral sexual,  relação entre Igreja e Estado, colapso da unidade familiar, o surgimento de uma cultura das drogas, e uma mudança radical nos costumes do discurso polido. Uma cultura que já abraçou a ética normativa, deu lugar a um espírito de relativismo. O impacto na lei, educação, imprensa, e praticamente todas as instituições sociais foi enorme. É evidente que estamos vivendo uma nova ordem que alguns, inclusive eu, veem como uma nova desordem.

Este é o contexto cultural que devemos ter em conta quando se fala de reavivamento espiritual e/ou reforma. É essa ordem atual, incluindo o estado da igreja, que devemos entender quando procuramos encontrar relevância ou aplicação da obra de Edwards ao nosso próprio tempo.

Durante o mesmo tempo que a revolução cultural estava em alta velocidade, eventos significativos tiveram desdobramentos dentro da igreja. Durante a década de sessenta, vimos a explosão do movimento carismático que se espalhou muito além dos limites das igrejas pentecostais e adentrou as principais denominações. Posteriormente se tornou uma grande força dentro do evangelicalismo contemporâneo. Desde os anos sessenta temos visto também uma grande diminuição no número de membros de igrejas liberais e um correspondente aumento no número de membros nas igrejas evangélicas e conservadores. As pesquisas indicam um aumento significativo na adeptos do evangelicalismo desde 1960.

No mesmo período testemunhamos um crescente envolvimento das pessoas em práticas ocultistas e o advento da filosofia e religião da Nova Era. Um novo fascínio com o sobrenaturalismo abrandou a maré da tendência do naturalismo tão arraigado na cultura secular.

A Relevância das Marcas Distintivas de Edwards

O que essas tendências significam? Será que estamos no meio de um grande renascimento? Ou será que estamos vendo marcas espúrias de avivamento? Aqui é onde a revisitação das Marcas Distintivas de Edwards pode ser mais útil. Para nós percebermos a presença de um reavivamento autêntico, precisamos saber com o que tal reavivamento parecerá.

Quando os sinais de avivamento aparecem no cenário da história, uma das primeiras perguntas que se coloca é a de autenticidade. É o reavivamento genuíno, ou é uma mera explosão de emoção superficial? Encontramos entusiasmo vazio apoiado por nenhuma substância, ou o entusiasmo é próprio sinal de uma grande obra de Deus? Em cada reavivamento registrado na história da igreja, os sinais que o seguem são misturados. O ouro é sempre misturado com impurezas. Todo avivamento tem suas falsificações, as distorções tendem a levantar questões sobre a realidade. Este problema certamente esteve presente no Grande Despertar da Nova Inglaterra do século XVIII, no qual Jonathan Edwards era uma figura chave. Sua Marcas Distintivas fornecem uma análise cuidadosa desse reavivamento, não apenas de seu conteúdo, mas bem como dos seus excessos. Mas o divino estudo do Puritano dessa matéria tem mais relevância do que a sua aplicação a esse despertamento singular. Ele fornece um mapa a se seguir para todos os períodos de reavivamento, por essa razão é de contínuo valor para nós hoje

Continua na parte 3

Título Original: The Spirit of Revival
Autor: R.C. Sproul
Trecho retirado da introdução de R. C. Sproul para o livro Spirit of Revival editado por Archie Parrish, disponibilizado pelo blog da Ligonier Ministrites.
Todos os direitos reservados à Ligonies Ministries e R.C. Sproul
Tradução não oficial, sem fins comerciais, apenas para divulgação feita por Luis Henrique P. de Paula.

Entrevista com Dr. Gary Crampton (Do pedobatismo ao credobatismo) [3/4]

13/01/2011

P6: Qual é a relação entre circuncisão e batismo em seu atual pensamento e como tipicamente os pedobatistas a vêem?

R6: Pedobatistas usualmente vêem essa relação entre circuncisão e batismo em água na base de “um por um”. Ou seja, eles vêem dois “sacramentos” (circuncisão no VT e batismo em água no NT) com uma pequena ou nenhum diferença exceto pela administração do ritual por si mesmo. Conforme expresso na Confissão de Fé de Westminster: “Os sacramentos do Velho Testamento, quanto às coisas espirituais por eles significados e representados, eram em substância os mesmos que do Novo Testamento”[1]. Há um sentido em que isso é verdade, na medida em que, tanto no Antigo como no Novo Testamento, todas as coisas apontam para Cristo e Sua obra salvífica na cruz. Mas, enquanto a circuncisão no Antigo Testamento era para Abraão e sua descendência (masculina) física, que têm a ver com o relacionamento entre o povo de Israel e da terra prometida de Canaã, como explicado por Paulo no Novo Testamento o batismo da água representa a circuncisão do coração, que já foi regenerado (Colossenses 2:11-12, Filipenses 3:3). Os sacramentos do Novo Testamento são para aqueles que já foram convertidos, aqueles que já tiveram seus corações transformados pela obra salvífica da Cruz de Jesus Cristo. Então, há uma diferença significativa entre a circuncisão da comunidade da Antiga Aliança (que lida com a semente física de Abraão), e a comunidade da Nova Aliança (que tem a ver com a semente espiritual de Abraão).

P7: Como a Nova Aliança não é como a aliança que Deus fez com os Pais?

R7: Eu já parcialmente lidei esta questão acima, mas gostaria de acrescentar que, segundo Jeremias 31 e Hebreus 8 a diferença entre a Antiga Aliança e a Nova Aliança é que a Antiga era quebrável enquanto que a nova não é. A Velha estava mais envolvida com a semente física, enquanto que a Nova está mais preocupado com a semente espiritual. Segundo as duas passagens citadas acima a comunidade do Novo Pacto é constituído por aqueles que “conhecem o Senhor.” É para crentes e não crentes e sua descendência infantil.


[1] A CFW está disponível no site Monergismo, confira: http://www.monergismo.com/textos/credos/cfw.htm

Fonte original: Part III: Interview with Dr. Crampton (from paedobaptism to credobaptism) – Midwest Center for Theological Studies
Tradução livre: Luis Henrique de Paula.

Molinismo – A raiz da teoria do Conhecimento Médio e seus problemas

13/01/2011


 

Nota:

Hoje estou começando uma série de postagens sobre o Molinismo. Ele tem tomado força com a sua propagação pelo filósofo e teólogo apologeta William Lane Craig. No entando, o Molinismo, desde a sua concepção, como um movimento jesuíta e de contra-reforma, fere vários aspectos das Escrituras, seja em seus princípios primeiros, meramente filosóficos, ou em suas implicações. No pensamento molinista a fé como um dom de Deus (como exposto em Efésio 2:8) passa a ser um mero ato da vontade humana, e tal vontade, segundo essa linha de pensamento, não pode ser influenciada ou determinada pela graça de Deus. Logo, tanto a depravação humana (Rm 1-3), como a regeneração (Jo 1:13 e 3) não são estados anteriores à fé, pois todos os homens são igualmente livres e capazes de se voltarem para Cristo; a justificação repousa sobre um ato soberano da criatura e da sua vontade, enquanto Deus se torna observador e nada mais que um coadjuvante nesse processo. Alguns conceitos de Molina, como a tese do concurso das causas, e mais da sua concepção de fé e etc, serão abordados em um artigo autoral em breve.

O trecho a seguir foi retirado do site da Alpha and Omega Ministries (do Rev. James White) e é um excerto da Reformed Dogmatics de Herman Bavinck, onde ele remonta às origens da teoria do Conhecimento Médio (ou Ciência Média) e demonstra de forma simples os seus problemas diante do Deus da Bíblia. O artigo original chama-se Um Fabuloso Sumário Sobre Conhecimento Médio: Bavinck Fulmina Novamente.

Ler Mais…

Entrevista com Dr. Gary Crampton (Do pedobatismo ao credobatismo) [2/4]

11/01/2011

Por Richard Barcellos

P4: Quais são alguns dos livros que o ajudaram ao longo do processo ao credobatismo e você pode nos falar um pouco sobre alguns ou todos eles?

R3: Há uma série de livros que tiveram influência em meus estudos sobre este assunto. Vou listar alguns dos mais persuasivos: The Baptism of Disciples Alone de Fred Malone, Antipaedobaptism in the Thought of John Tombes de Mike Renihan, A Treatise on Baptism de Henry Danvers, Children of Abraham de David Kingdon, Biblical Baptism: A Reformed Defense of Believer’s Baptism de Samuel Waldron, Paedobaptism or Credobaptism? de Richard Barcellos, e especialmente Infant Baptism and the Covenant of Grace de Paul K. Jewett. Mas talvez os estudos que foram mais convincentes do que qualquer outra coisa foram duas séries de palestras, uma foi “O grande debate sobre o Batismo e o Pacto” de William Einwechter e a outra foi a série de fitas do Pastor Greg Nichols sobre o “Batismo Infantil”. Também é interessante que as tentativas “falhas” de vários livros pedobatistas tiveram uma grande influência na minha maneira de pensar sobre este assunto. Ou seja, os defensores do batismo infantil simplesmente não respondem às questões levantadas contra o pedobatismo.

P5: Você acha que o batismo infantil viola a doutrina da Confissão de Westminster, do princípio regulador do culto? Se sim, como?

R5: Sim, eu acredito que a prática do batismo infantil é uma violação do “princípio regulador” de culto. Eu explico isso em algum detalhe em meu próximo livro sobre o assunto, mas (como citado em meu livro), basicamente, o problema é este: Se não houver ordem expressa dada nas Escrituras para batizar crianças, e se não há nenhuma evidência direta para a prática do batismo infantil, portanto administrar o batismo de crianças no culto de adoração é uma violação do princípio regulador. Eu sugeriria que aqueles que se interessam em saber mais sobre este assunto, vejam o que eu disse em meu livro. Fred Malone também lida com esta questão em seu ‘The Baptism of Disciples Alone’ [O batismo de discípulos apenas].

Fonte original: Part II: Interview with Dr. Crampton (from paedobaptism to credobaptism) – Midwest Center for Theological Studies
Tradução livre: Luis Henrique de Paula.

A Supremacia do Evangelho – John Von Müller

10/01/2011

“O evangelho é o cumprimento de todas as esperanças, o ponto de perfeição de toda a filosofia, a explicação de todas as revelações, a chave de todas as contradições aparentes do mundo físico e moral, a vida e a imortalidade. Desde que conheço o Salvador, tudo é claro aos meus olhos; com Ele não há coisa alguma que eu não possa resolver.”

John Von Müller

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